De: João Brandão - "Salvar os pavilhões do Mercado do Bolhão - Petição"

Não sou o autor da petição "Salvar os pavilhões do Mercado do Bolhão". Mas achei pertinente a chamada de atenção para este assunto, que me parece ser do interesse de todos os portuenses.​ Assim sendo e para conhecimento geral tomei a liberdade de partilhar esta petição que já assinei com o intuito de esta questão ser levada à Assembleia Municipal do Porto para discussão pública.​

Projectos para o Bolhão

Segundo os autores Alexandre Gamelas e Catarina Santos,​ ​que​ ​sublinham que não está em causa propor​ ​um​ ​novo projeto para o Bolhão e dizem que até concordam, “quase a 100%”,​ ​co​m o​ que​ ​lá está apresentado, e que é da autoria do arquiteto Nuno​ ​Valentim.

O que gostariam é que o dono de obra, a autarquia,​“considerasse recuperar” os pavilhões, dado o seu valor arquitetónico.​ ​E esse valor está nos “telhados de​ ​ardósia”, de cuja existência poucos se apercebem, nas “pequenas janelas de ventilação que dão o alçado interior do mercado”, nos “pormenores de madeira”, nas​ ​colunas que sustentam os pavilhões, que existem em quatro tipologias ​(ver imagens no anexo). Segundo os arquitectos que assinam a petição:

"​Assim são nomeadas nos desenhos os pavilhões cobertos de apoio aos vendedores no rés-do-chão, e que são contemporâneas com o projecto original do arquitecto Correia da Silva.

São construções desenhadas e detalhadas de raiz, e parte integral do edifício enquanto mercado. Por serem semi-fechadas, prolongam visualmente a rua no interior e conferem ao Bolhão o seu ambiente característico e único, que lembra vagamente um bazar oriental.

Ainda mais interessante é o facto de, dentro do seu aspecto de construção popular, o seu desenho ser fortemente original e uma combinação de elementos aparentemente díspares: colunatas, frontões, arcos de volta inteira e caixilhos de desenho neo-gótico, treliças e respiradouros, que muito raramente aparecem compostos desta forma.

As “barracas” são assim elementos pitorescos mas de um desenho curado, que representam o periodo de revivalismo vernacular do início do séc. XX.​"​