De: Alexandre Burmester - "Haja Urbanismo"

A iniciativa privada, quer através das companhias de lowcost, quer através da navegabilidade do rio, ao transformar a cidade do Porto num destino turístico, veio dar uma animação e uma reabilitação ao centro histórico e ao restante centro que nenhuma política urbana (ou falta dela) conseguiu ao longo de todos estes anos. Esta situação vem comprovar a gestão urbana errada e a incapacidade da administração pública.

Contudo tem que ser esta “coisa” pública a colocar a ordem, estabelecendo as regras para que não se estrague o que a desordem geral num rápido momento e na ânsia da ignorância estraga num pequeno instante. É urgente que não se permita que o “Branding”, ou “Rebranding”, ou “Marketing” de certas empresas não tenha um mínimo de gosto e de decência e que polua a paisagem urbana sem que ninguém estabeleça algum critério. Seguem exemplos:

  1. Da já conhecida campeã do mau gosto que ataca no Verão e a que se deve acrescentar as cadeiras de plástico, os baldes de lixo e os guarda-sóis.
    Junto ao Mercado Ferreira Borges

  2. De um dos promotores do turismo, que deve andar a perder o Norte...
    Barco no Douro

  3. E como não podia deixar de ser, de quem devia dar o exemplo:
    Ponto de informação na RIbeira

A acrescentar a esta desordem ainda temos os inúmeros autocarros que, mesmo não cabendo nas ruas antigas, teimam em chegar à porta de todos os locais. Será que quem regulamenta já percebeu que quando chegarem os barcos de passageiros ao novo terminal de Leixões, vão trazer não um nem dois, mas mais de uma dezena de autocarros ao centro do Porto? Eu julgo que não.

Seguindo neste desleixo e descontrolo, o turismo vai descendo em número e em qualidade e só nos restará, depois, voltar a acreditar e a ter esperança nas chachadas das políticas urbanas públicas.

Haja Urbanismo....